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quinta-feira, abril 04, 2019

Corrida Kids da CUCA leva 100 atletas infantis à Lagoa do Taquaral

Ederson Rufato
PUC-Campinas

Ingrid Machado e o filho Breno Ribeiro
A Lagoa do Taquaral recebeu no último domingo (31) a 13ª edição da Corrida Kids da CUCA (Corredores Unidos de Campinas). O evento contou com a participação de 100 inscritos com idades de 6 a 10 anos. Com participação de familiares e responsáveis pela realização do evento.

As corridas começaram pouco depois das 9h. As crianças foram separadas por idade e gênero. Primeiro foram as meninas e depois os meninos. As crianças de 6 e 7 anos participaram da corrida de 50 metros e as de 8, 9 e 10 anos participaram da corrida de 75 metros. O evento durou uma hora e todas as crianças ganharam medalhas de participação e lanche após correrem.

O evento contou com as colaborações da secretaria municipal de esportes e turismo, Sanasa, CEASA e Corpus Eventos para sua realização. Segundo os organizadores da 13ª edição da corrida, o intuito dessas corridas seria para despertar o interesse pelo esporte nas crianças, incentivando-as a gostar do esporte desde pequenas.

A preocupação dos colaboradores do evento também é com os dados estatísticos sobre a obesidade infantil que aumentou no último ano. Como o professor Da Silva ressaltou, a falta de atividade física regular e a alimentação de má qualidade são fatores que colaboram para que a criança venha ter obesidade infantil.

Breno Ribeiro, de 9 anos, uma das crianças que participou das corridas achou legal correr com os amigos. “Eu gostei de correr. Minhas pernas começaram a doer agora e estou bem cansado, mas foi legal”.  A mãe de Breno, Ingrid Machado, de 28 anos, informou que foi a primeira vez que o filho participou de uma corrida. “É uma emoção muito grande ver seu filho chegando, parece que a gente fica mais nervosa que eles. Com certeza trarei ele nas próximas vezes”, ressaltou a mãe.

A próxima edição da corrida ocorrerá em agosto de 2019 e a inscrição é gratuita.

domingo, março 31, 2019

Ação “VAMOS! Vivendo com ELA” realiza atendimento gratuito à população

Lara Raphael Costa
PUC-Campinas

Tenda do Instituto Paulo Gontijo na Lagoa do Taquaral
O Instituto Paulo Gontijo, em parceria com a Philips Fundation, realizou neste sábado, dia 30, atendimento gratuito e esclarecimentos para a população no portão 2 da Lagoa do Taquaral sobre a doença ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).

A iniciativa, denominada “VAMOS! Vivendo com ELA”, abordou uma patologia ainda pouco conhecida, que é mais comum em pessoas com idade média entre 50 e 70 anos, e há uma incidência maior de diagnósticos em homens.

A diretora executiva do Instituto Paulo Gontijo, Silvia Tortorella, presente no evento, explicou que a ação surgiu a partir da necessidade da população do interior em alcançar o amparo que o Instituto fornece na capital: “Nós ficamos em São Paulo e as pessoas que estão no interior nem sempre têm acesso e condições de ir a São Paulo, ainda mais quando tem um diagnóstico na família de uma doença como é a ELA, que é muito difícil. ” A diretora ressalta que a ação itinerante é um projeto-piloto e que eles estudam a possibilidade de levá-lo ao Brasil todo.

A diretora executiva do Instituto Paulo Gontijo,
Silvia Tortorella: "O principal é chegar mesmo na
conscientização dessa população"
Tortorella ainda informa que o objetivo principal do evento é alcançar o maior número de pessoas possíveis: “atingir o máximo de pessoas, na massa, na sociedade, para que elas saibam que a doença existe. O principal é chegar mesmo na conscientização dessa população para que tenham uma atenção maior a alguns sintomas, para que a gente possa cuidar dessa população o quanto antes”.

A diretora executiva do Instituto Paulo Gontijo explica que a ação, além de atendimento para os portadores da doença, traz também esclarecimentos aos familiares desses pacientes, oferecendo diversos serviços: “O projeto hoje funciona com assistência social, nutrição, advogada e algumas coisas de fisioterapia respiratória. Então a gente vem trazendo um guia de direitos sociais, uma agenda de pacientes e material específico para essa demanda que não chega até vocês de informação”, destacou.

O projeto mobiliza voluntários: “Temos uma equipe grande de voluntários. A gente tem um cadastro de e-mail, é só mandar pra lá dizendo que você quer ser voluntario e a gente cadastra conforme a sua profissão, o seu desejo, ou o seu dom de ser voluntario. A gente jamais fecha a porta para um voluntario”,destacou Tortorella.

Durante todo o dia, diversas famílias estiveram presentes no atendimento fornecido pelo instituto. Na parte da manhã passou pela tenda Flávia Tafine Martins dos Santos, casada com Cláudio Sérgio Souza Martins dos Santos, de 57 anos, que tem ELA. Flávia conta que a família recebeu o diagnóstico em 2010 depois de Cláudio ter sentido alguns dos sintomas “Foi muito impactante, porque a gente tinha altos planos de vida e meio que interrompe”, disse.

Flávia Tafine Martins dos Santos rodeada
por voluntárias da entidade
Flávia dos Santos ressalta que, apesar do impacto da doença na família, eles seguiram os planos e tentam, além de dar uma maior qualidade de vida ao marido, motivar outras pessoas que estão vivendo a mesma situação: “A gente tenta o máximo de qualidade de vida para ele e tenta viver. Uma das coisas que eu sinto é que a gente tem uma qualidade de vida porque a gente aceita a doença, meu marido nunca ficou revoltado, eu me questiono tem horas, mas aí passa de ‘por quê’ para ‘pra quê’. Então eu vejo que tem uma corrente do bem muito viva em volta da gente e isso é ótimo para ele, para mim para os meus filhos, e para quem está perto da gente. É difícil? É, Mas sim, existe vida além da ELA”, disse.

Flávia ainda demonstra sua gratidão e apreço pelo trabalho que o Instituto realiza e reitera a importância que essa ação tem na vida das pessoas que convivem com essa doença “Eu acho muito bonito o que eles fazem porque eles dão um suporte pra gente online, absurdo! Você manda e-mail, se você entra no site deles, eles estão prontos. Eu acho que isso é muito importante porque é uma doença muito rara. Poucas pessoas conhecem e as pessoas não querem saber, não querem ir atrás. Eu acho muito importante poder dar apoio para as pessoas, para ajudar os que têm essa dificuldade de correr atrás das coisas e para dar uma conscientização pro governo e para outras pessoas que existe sim vida além da ELA.”

Flavia admite que não é fácil: “Eu nunca vou abandoná-lo, eu adoro ele, a única dificuldade é você ver a pessoa que você ama se desfazendo na sua frente. Isso me dói, assim como saber que eu estou fazendo tudo o que eu posso mas, mesmo assim, não é suficiente para melhorar, porque não tem melhora”, afirmou.

A ação que é itinerante segue para a próxima cidade e a diretora executiva e sua equipe fazem um balanço positivo em relação ao projeto “Foi muito além do que a gente imaginava, é emocionante você estar nesse projeto, vendo a real diferença que a gente faz quando atendemos famílias como essas.”

Exibição de stand up paddle no Taquaral anima adeptos do esporte em Campinas

Paula Perez
PUC-Campinas

Usuários de stand up paddle na Lagoa do Taquaral (24/2) -
Foto: Marcelo José Luiz

A Lagoa do Taquaral foi cenário, no último dia 24 de fevereiro, de uma cena incomum: praticantes de stand up paddle, conhecido também como sup, ocuparam, com suas pranchas e remos, as calmas águas do centro de lazer.

A Academia Paulista de Stand Up Paddle, localizada em Jundiaí-SP, disponibilizou instrutores, a empresa Decathlon fez parceria com o evento e a Secretaria de Esportes liberou a lagoa. Em entrevista, Dário Saadi, de 55 anos, secretário Municipal de Esportes, falou sobre o assunto:



Rodrigo Cori, instrutor na Academia Paulista de Stand Up Paddle, afirma que a experiência foi completamente positiva e gerou repercussão até mesmo depois do acontecido. A academia teve também um trabalho no parque CLT em Valinhos-SP, nos dias 16 e 17 de março. Segundo Cori, foi um reflexo do trabalho feito em Campinas, já que a Prefeitura de Valinhos quis experimentar a ideia também.

“Qualquer pessoa pode praticar, sem exceção”, afirma o instrutor que tem cinco anos de experiência na área. Marcelo José Luiz, de 40 anos, trabalha na área de vendas de automóveis mas, nas horas vagas, pratica o stand up paddle.  Ele foi um dos participantes do evento na Lagoa. Ele conta que se apaixonou pelo esporte no primeiro instante, há 3 anos: “minha experiência foi boa, amei. O sup vem crescendo cada vez mais. Traz uma paz e tranquilidade que só dá pra sentir quando praticamos. Recebo uma energia muito boa”, destaca.

Osmair Ré Júnior, de 20 anos, atual líder de esportes da Decathlon, destaca: “no Taquaral, nós disponibilizamos as nossas pranchas, coletes, remos, e também o nosso trabalho, para as pessoas de Campinas terem a vivência do stand up paddle. A intenção foi deixar o esporte mais acessível”, afirma.

quarta-feira, março 27, 2019

Sessão gratuita de Barras de Access atrai curiosos no Taquaral

Carolina Barela de Castro 
Puc-Campinas 

O Portão 1 da Lagoa do Taquaral teve no domingo sessão
gratuita de terapia de Barras de Access
O Portão 1 da Lagoa do Taquaral foi palco nesse último domingo (24) de uma sessão gratuita de Barras de Access. O evento atraiu curiosos e foi das 9h às 16h. A organização foi da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e dos terapeutas do grupo Access Consciousness Brasil. As sessões terapêuticas duravam 20 minutos.

Segundo a terapeuta Lilian Mendanha, Barra de Access funciona como uma terapia em que, durante a sessão, são ativados 32 pontos ao redor da cabeça e no pé, “proporcionando um relaxamento e possibilitando uma ação que funciona como um ‘delete’, apagando barreiras e padrões criados durante a vida, libertando sentimentos, emoções, pensamentos, hábitos, que ficam fixos”, acrescentou.

A maior procura, segundo Lilian, vem daqueles que sofrem com ansiedade, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), depressão, e outros distúrbios ou até hábitos ruins e a busca por emagrecimento.

Embora muitas vezes seja visto como um tratamento de saúde, as Barras de Access funcionam, segundo a terapeuta, para qualquer pessoa, e são importantes pois as ajudam a tornarem-se mais conscientes do próprio corpo e de si mesmas.

A técnica tem se tornando cada vez mais conhecida, já de fácil acesso no Estado de São Paulo e na Região Metropolitana de Campinas, e com a disponibilidade não só da terapia mas também de cursos para quem procurar se tornar adepto da prática.