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sábado, março 30, 2019

Pivô Kelly Santos aposta no potencial do basquete feminino no Pan 2019

Caio Henrique Andrade Cominotte
PUC-Campinas

Com uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidnei em 2000 e com medalhas de prata e bronze nos Pan-Americanos de 2007 e 2003, a pivô Kelly Santos, de 39 anos, acredita que a Seleção Brasileira de Basquete Feminino tem potencial para conseguir sua quarta medalha de ouro no Panamericano em julho deste ano em Lima (Peru).

Kelly, que tem passagens pela WNBA, a liga norte-americana de basquete, e por equipes europeias, deposita sua confiança no apoio da LBF (Liga Nacional de Basquete Feminino) para um melhor desempenho da seleção brasileira. “Eu posso te afirmar que a LBF está em crescimento, assim como os países de Primeiro Mundo também estão em crescimento constante”, afirmou, em entrevista por whatsapp.

Atualmente a jogadora mora na Turquia e defende o Edremit Bld. Güresp. Mas não esconde a vontade de voltar a jogar no Brasil, especialmente vestir a camisa do antigo clube, o Ituano. “Meu contrato na Turquia termina em 4 semanas. Tenho interesse de voltar a jogar no meu país e defender o Ituano. A comissão técnica do Ituano demonstrou interesse, e assim que acabar a temporada na Turquia vou renegociar a minha volta ao Ituano para jogar a LBF”, disse.

Kelly também falou sobre a sensação de jogar pelo Brasil: “Em 26 anos de carreira eu ainda fico nervosa, pois o esporte proporciona uma emoção que nenhum trabalho oferece, é uma mistura de auto-superarão física, psicológica, foco, sonhos e coração, e tudo isso junto não e fácil de administrar”, finalizou.

Último Pan
Em 2015, o basquete feminino teve uma boa campanha nos jogos do Pan-Americano que foram realizados no Canadá. Passando em segundo do seu grupo, o Brasil teve um confronto difícil na semifinal enfrentando o Canadá e a partida terminou com a vitória das donas da casa.

Na disputa pela medalha de bronze, o Brasil enfrentou a seleção de Cuba, mas perdeu por apenas quatro pontos de diferença e não conseguiu ficar com o bronze nessa competição.

Bala na cesta

Para Fábio Balassiano, do blog Bala na cesta, o Brasil tem chances de fazer uma boa campanha no Pan-Americano de 2019. “EUA e Canadá quase nunca levam seus times principais, mas acredito que, para dar ritmo de jogo visando copa América e pré olímpico seja legal ir completo. Com Erika, Damiris e Clarissa no garrafão o país tem um potencial gigantesco para vencer a competição”, afirmou o especialista.