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sexta-feira, abril 12, 2019

Ponte Preta e Red Bull se enfrentam pela final do Troféu do Interior

Caio Cominotte 
João Damario
PUC-Campinas

Treino da Macaca para a partida que vai definir
o campeão do Interior (foto: Caio Cominotte)
As equipes da Ponte Preta e do Red Bull vão a campo no Moisés Lucarelli na próxima segunda feira, dia 15, para disputar, em uma única partida, quem vai ficar com o Troféu do Interior.

A Macaca está em busca do seu sétimo título, já o Red Bull tenta uma conquista inédita. Para o jornalista João Carlos de Freitas, esse confronto tem tudo para ser uma disputa de igual para igual: “acho um jogo igual, onde não existe um grande favorito”, afirmou.

Freitas também destacou que a equipe do Red Bull é um time experiente que sabe lidar com qualquer variável. Capaz até de não assumir o favoritismo e jogar pra cima da Ponte. “O problema é que a Ponte terá o apoio da torcida e, nesses momentos, cresce muito, com o foi no caso do Derby. Por isso acho que será um jogo igual, em que não existe um grande favorito”, analisou.

Ponte Preta
Igor Henrique, um dos destaques da Macaca
(Foto: Caio Cominotte)
A Ponte teve a sexta melhor campanha da primeira fase, mas somente a terceira do grupo dela, atrás de Red Bull e Santos, e por isso foi eliminada logo na primeira fase, e se classificou para o Troféu do Interior, onde eliminou Bragantino e Oeste nas quartas de finais e semifinais respectivamente.

O técnico Jorginho da Macaca usou essa semana para de um jeito ou de outro tentar tirar essa favoritismo dado à equipe do Red Bull por conta da melhor campanha feita na primeira fase da competição. O meio campista Igor Henrique, da Ponte, reforçou: “deixa o favoritismo para eles. Fizeram uma excelente campanha no paulistão, mas lá na final é um jogo de 11 contra 11, então a gente vai decidir segunda-feira para ver quem vai conquistar o título do Interior.”

No decorrer da disputa do Interior, o Jorginho implementou dois times, G1 e G2, em que o foco era segurar alguns jogadores mais desgastados para o jogo da Copa do Brasil, e para o Igor Henrique o G1 e G2 não existe para os jogadores da Ponte: “para nós não tem esse negócio de G1 e G2, é a Ponte, é o grupo. Então quem ele optar por escalar, a gente vai estar à disposição, vai estar satisfeito.”

O Campeonato Brasileiro da Série B está para começar neste mês e, para Igor, o foco é total na partida de segunda-feira: “a gente pensa jogo a jogo, destacou”

Red Bull
Com uma excelente campanha na primeira fase, ocupando a primeira colocação da classificação geral, o Red Bull vai em busca do primeiro título do interior e de sua história.

Com jogadores experientes e com passagens por equipes da série A, o Red Bull conta com um dos artilheiros do Paulistão, o atacante Ytalo. Ele não assume a responsabilidade de ser o favorito para a final contra a Ponte Preta: “continuamos com pé no chão. Favoritismo é a imprensa que coloca. Dentro das 4 linhas são 11 contra 11 e precisamos continuar concentrado para poder ganhar o jogo, que vai ser muito difícil!”, aponta.

A equipe do Red Bull que teve a melhor campanha do seu grupo e no geral, teve a oportunidade de jogar a partida de volta no Moisés Lucarelli, mas teve uma eliminação que para muitos foi precoce: “ficamos decepcionados pela eliminação, mais ainda por não conseguirmos colocar nosso futebol em prática contra o Santos”, disse Ytalo.

Na primeira fase Ponte Preta e Red Bull ficaram no mesmo grupo mas não se enfrentaram. O atacante Ytalo informa que a equipe está de olho na Macaca: “estamos estudando a Ponte desde que passamos do Mirassol, assim como eles também estão nos estudando. Espero que seja um grande jogo e que vença a melhor e equipe”, declarou.

Recentemente houve uma fusão entre o Red Bull e o Bragantino e a equipe vai jogar a série B deste ano. Com a fusão, a equipe de Campinas irá se mudar para Bragança e realizará seus jogos no estádio Nabi Abi Chedid, também conhecido como Nabizão e o nome da equipe também mudará para RB Bragança. Mesmo com a expectativa para jogar a primeira série B com a equipe do Red Bull, Ytalo garante que a equipe está focada na final. “No momento estamos pensando somente na final. Só depois que acabar que vamos pensar na série B”, concluiu.

sábado, abril 06, 2019

Praticantes de corrida de rua crescem 63% nos últimos 4 anos no Estado de São Paulo

Gleysiane Clemente
PUC-Campinas

O número de praticantes de corridas de rua cresceu 63% no Estado de São Paulo nos últimos 4 anos. Passou de 566 mil em 2013 para 922 mil adeptos em 2017. Os dados são da Federação Paulista de Atletismo. O número de corridas anuais também aumentou: passou 323 para 435 no mesmo período, uma expansão de 35%

Em Americana Cicero José da Silva,  aposentado e organizador de eventos no município de 200 mil habitantes, diz que no município há pelo menos 8 corridas anuais e o número de participantes gira em torno de 350 a 1,2 mil pessoas.

A grande maioria das pessoas entram na corrida com o objetivo de emagrecer, porém terminam descobrindo que emagrecer é somente um dos benefícios que o esporte pode trazer na vida do corredor. É o caso da atleta, Roseli Santos de 43 anos: “a gente tem que buscar uma qualidade de vida melhor pra nós. O grupo em si é muito animado, temos um círculo de amizade muito bom e isso aí foi essencial pra eu começar, assim como meu marido também: nós dois começamos juntos e estamos juntos nessa. E senti muita diferença na minha vida, principalmente e nossa disposição é bem maior para o trabalho, pra rotina diária da nossa vida. Além disso, eu consegui emagrecer 10 quilos. Antes eu tinha dificuldade e a aparência melhora né? É uma alegria diferente que a gente sente.”

O grupo Bora lá de Americana


O grupo que Roseli cita é o “Bora lá”, comandado pelo professor João Simões, de 37 anos. Começou há cerca de um ano e meio e desde então vem aumentando o número de participantes: “o que me impressiona é que se encontram pessoas de todas as faixas etárias, desde o mais novo ao mais velho, isso me deixa muito feliz com o projeto”, comenta João.



Seu Osmar

O mais velho do Bora lá é o Seu Osmar, de 64 anos, ele é um exemplo para os mais novos “Eu sinto que o pessoal se espelha muito em mim, pela minha determinação, por tudo o que eu faço. Eu não falto, eu gosto de estar no meio do pessoal e acho que motiva bastante a galera mais jovem", disse.

Jully

No outro lado há Jully Silva, de 14 anos. Ela é a mais nova do grupo, porém isso não atrapalha seu desempenho, muito pelo contrário. Jully começou por acaso para acompanhar a mãe. Hoje é a maior vencedora do grupo, colecionando troféus e pódios: “Ela fazia aulas de ginástica com o professor João e sempre pedia pra eu acompanhar. Hoje não consigo me ver sem correr.” E ela pretende seguir carreira no esporte? Ela ainda não sabe, mas acha a ideia interessante: “Não sei ainda, mas talvez sim, ainda é muito cedo pra pensar nisso. Mas eu gosto da ideia, principalmente depois que comecei a ganhar algumas provas, eu me senti mais competitiva”, completa Jully.

quinta-feira, abril 04, 2019

Corrida Kids da CUCA leva 100 atletas infantis à Lagoa do Taquaral

Ederson Rufato
PUC-Campinas

Ingrid Machado e o filho Breno Ribeiro
A Lagoa do Taquaral recebeu no último domingo (31) a 13ª edição da Corrida Kids da CUCA (Corredores Unidos de Campinas). O evento contou com a participação de 100 inscritos com idades de 6 a 10 anos. Com participação de familiares e responsáveis pela realização do evento.

As corridas começaram pouco depois das 9h. As crianças foram separadas por idade e gênero. Primeiro foram as meninas e depois os meninos. As crianças de 6 e 7 anos participaram da corrida de 50 metros e as de 8, 9 e 10 anos participaram da corrida de 75 metros. O evento durou uma hora e todas as crianças ganharam medalhas de participação e lanche após correrem.

O evento contou com as colaborações da secretaria municipal de esportes e turismo, Sanasa, CEASA e Corpus Eventos para sua realização. Segundo os organizadores da 13ª edição da corrida, o intuito dessas corridas seria para despertar o interesse pelo esporte nas crianças, incentivando-as a gostar do esporte desde pequenas.

A preocupação dos colaboradores do evento também é com os dados estatísticos sobre a obesidade infantil que aumentou no último ano. Como o professor Da Silva ressaltou, a falta de atividade física regular e a alimentação de má qualidade são fatores que colaboram para que a criança venha ter obesidade infantil.

Breno Ribeiro, de 9 anos, uma das crianças que participou das corridas achou legal correr com os amigos. “Eu gostei de correr. Minhas pernas começaram a doer agora e estou bem cansado, mas foi legal”.  A mãe de Breno, Ingrid Machado, de 28 anos, informou que foi a primeira vez que o filho participou de uma corrida. “É uma emoção muito grande ver seu filho chegando, parece que a gente fica mais nervosa que eles. Com certeza trarei ele nas próximas vezes”, ressaltou a mãe.

A próxima edição da corrida ocorrerá em agosto de 2019 e a inscrição é gratuita.

domingo, março 31, 2019

Exibição de stand up paddle no Taquaral anima adeptos do esporte em Campinas

Paula Perez
PUC-Campinas

Usuários de stand up paddle na Lagoa do Taquaral (24/2) -
Foto: Marcelo José Luiz

A Lagoa do Taquaral foi cenário, no último dia 24 de fevereiro, de uma cena incomum: praticantes de stand up paddle, conhecido também como sup, ocuparam, com suas pranchas e remos, as calmas águas do centro de lazer.

A Academia Paulista de Stand Up Paddle, localizada em Jundiaí-SP, disponibilizou instrutores, a empresa Decathlon fez parceria com o evento e a Secretaria de Esportes liberou a lagoa. Em entrevista, Dário Saadi, de 55 anos, secretário Municipal de Esportes, falou sobre o assunto:



Rodrigo Cori, instrutor na Academia Paulista de Stand Up Paddle, afirma que a experiência foi completamente positiva e gerou repercussão até mesmo depois do acontecido. A academia teve também um trabalho no parque CLT em Valinhos-SP, nos dias 16 e 17 de março. Segundo Cori, foi um reflexo do trabalho feito em Campinas, já que a Prefeitura de Valinhos quis experimentar a ideia também.

“Qualquer pessoa pode praticar, sem exceção”, afirma o instrutor que tem cinco anos de experiência na área. Marcelo José Luiz, de 40 anos, trabalha na área de vendas de automóveis mas, nas horas vagas, pratica o stand up paddle.  Ele foi um dos participantes do evento na Lagoa. Ele conta que se apaixonou pelo esporte no primeiro instante, há 3 anos: “minha experiência foi boa, amei. O sup vem crescendo cada vez mais. Traz uma paz e tranquilidade que só dá pra sentir quando praticamos. Recebo uma energia muito boa”, destaca.

Osmair Ré Júnior, de 20 anos, atual líder de esportes da Decathlon, destaca: “no Taquaral, nós disponibilizamos as nossas pranchas, coletes, remos, e também o nosso trabalho, para as pessoas de Campinas terem a vivência do stand up paddle. A intenção foi deixar o esporte mais acessível”, afirma.

sexta-feira, março 22, 2019

RB Brasil surpreende no Paulistão

Caio Martins Bueno
PUC-Campinas



Com apenas uma derrota, o RB Brasil possui a melhor campanha da fase de grupos, com 8 vitórias e 3 empates, superando os times de maior expressão da região, Ponte Preta (19 pontos) e Guarani (14 pontos) e até mesmo os “gigantes” da capital, como Palmeiras (25 pontos), Corinthians (21 pontos) e São Paulo (15 pontos) ,que inclusive não conseguiram vencer o time do RB Brasil, faturando apenas um empate, uma derrota e um empate, respectivamente. Nesse ritmo, o time já mantém dez rodadas de invencibilidade.

Carlos Batista, narrador e apresentador da Rádio e TV Bandeirantes de Campinas, rasga elogios à direção do time: “O sucesso do Red Bull Brasil na temporada de 2019 tem a assinatura do Thiago Scuro, Head of Football (CEO) do Toro Loko. Montou um time mesclando jovens jogadores como Jobson de 23 anos formado na base do Palmeiras e com passagem pelo Náutico, com alguns experientes como o goleiro Júlio César (ex-Corinthians), Ulliam Correa (ex-Vitoria-BA), Ligger (ex Fortaleza-campeão da série B em 2018) e Ytalo (ex-Audax). Juventude e experiência é a receita do bolo simples, sem fórmulas mirabolantes, completada por um técnico com muita capacidade, o ex-zagueiro Antônio Carlos”.

Já na opinião de Carlo Carcani Filho, colunista do Correio Popular, o destaque vem da direção do clube: “O Red Bull é um clube-empresa, gerido de forma profissional, ao contrário da maioria dos clubes do futebol brasileiro. Os salários e demais direitos são sempre pagos em dia, a estrutura do centro de treinamento é invejável (comparável à dos grandes clubes do País e muito melhor do que de qualquer outro time do Interior). O clube é muito ambicioso. O time investiu na formação de um elenco competitivo, disposto a voltar ao mata-mata. O resultado esperado apareceu em campo, com uma campanha excelente na primeira fase.”.

História
Fundado em 2007, o Red Bull Brasil é um time relativamente recente do interior paulista. Tem como base um plano de ação da empresa de mesmo nome, que também possui clubes representantes na Áustria e nos Estados Unidos, sendo que o emblema e as cores desses elencos remetem a empresa.

Iniciou sua atuação no Brasil a partir da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, ao qual viria a se tornar campeão em 2009, assegurando a classificação para a Série A3, que também seria conquistada no ano de 2010. Apesar do início promissor, o clube nunca teve uma participação nacional de expressão, fracassando duas vezes na série D do Brasileiro e nas fases inicias da Copa do Brasil. Portanto, a imagem conquistada pelo clube se deu na chegada à elite do Paulista, no ano de 2015, após ser vice da Série A2. De lá pra cá, o RB se tornou algo expressivo nas cidades da região, sendo carinhosamente apelidado de “Toro Loko” pelos torcedores.

Retrospecto na fase de mata-mata
A partir da classificação, o RB Brasil se prepara para encarar o Santos nas quartas de final no sábado. Na história do clube, essa é a terceira vez que o time alcança a fase de mata-mata da competição, sendo que em 2015 foi eliminado nessa mesma fase pelo São Paulo, por um placar elástico de 3x0 e em 2016 pelo Corinthians, por 4x0.

Com o retrospecto negativo, o time sonha em avançar na competição, assim como diversos outros times de menor expressão que já tiveram participações surpreendentes no Campeonato Paulista, como por exemplo a Ponte Preta em 2017, que chegou até as finais e o Audax, de Osasco, que em 2016 também disputou o título.

Jogo decisivo
No fim de semana o time do Red Bull Brasil entrará em campo para o confronto contra o Santos, com direito a decisão em casa, no Moisés Lucarelli. João Carlos de Freitas, comentarista da rádio CBN Campinas destaca: “O Santos é um bom time. Dos grandes, é o que vem praticando o melhor futebol. Mas, se nós pegarmos algumas partidas, como por exemplo, a derrota para o Ituano, a vitória sofrida sobre o Oeste e a derrota para o Novorizontino no Pacaembu, passam a surgir indicativos de que será um jogo parelho”, diz. Além disso, o especialista palpita: “Podemos depositar muitas esperanças no Red Bull, ele poderá sim eliminar o Santos e, porque não, também disputar o próprio título do Campeonato Paulista 2019?”. O Santos vem de uma derrota para o Botafogo-SP por quatro à zero, com a terceira melhor campanha.