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domingo, maio 12, 2019

Academia de Zetti promove evento no CT do São Paulo em homenagem ao Dia do Goleiro

Guilherme Coelho
PUC-Campinas

Zetti: aula especial para celebrar o Dia do Goleiro
A “Fechando o Gol”, academia de goleiros de Zetti (ex-goleiro mundialmente conhecido), que completa 11 anos de atividade, realizou um evento no centro de treinamentos do São Paulo Futebol Clube, em alusão ao Dia do Goleiro (comemorado em 26 de abril). O acontecimento, realizado no domingo, dia 28 de abril, em São Paulo, consistiu em uma aula para os alunos da academia, dispondo de liberação para familiares e amigos poderem prestigiar a festa. A celebração também contou com convidados especiais, como o ex-goleiro Jefferson (ídolo do Botafogo), os goleiros Fernando Miguel (Vasco) e Tiago Volpi (São Paulo) e o ex-jogador Silas (São Paulo e seleção brasileira).

“É muito bom poder proporcionar essa vivência, esse treinamento, fora de onde estamos acostumados, e mostrar também esse espaço, o CT do São Paulo, que posso dizer que é minha casa. Minha satisfação é ver meus alunos treinando, podendo tirar fotos e pedir autógrafos aos seus ídolos que puderam comparecer. Acho que essa integração é muito gostosa”, afirmou Zetti.

O Dia do Goleiro é anualmente celebrado no Brasil, tendo começado no ano de 1976, na data 26 de abril. A origem dessa comemoração se dá pela homenagem à Haílton Corrêa Arruda, mais conhecido como o goleiro “Manga”, que nasceu nesse mesmo dia, no ano de 1937. Manga foi um importante goleiro brasileiro, pois ganhou diversos prêmios e títulos por clubes que passou, como Sport de Recife (onde começou sua trajetória), Botafogo, Nacional (Uruguai), Internacional, Grêmio, entre outros. Também teve passagens pela seleção brasileira, disputando amistosos e até uma copa do mundo (1966).

Como forma de comemorar o 43º aniversário do Dia do Goleiro, o ex-arqueiro Armelino Donizete Quagliato, conhecido como Zetti, realizou um evento no centro de treinamentos do São Paulo Futebol Clube, time em que teve muito sucesso em sua carreira como jogador. Trazendo alunos e familiares de sua academia de goleiros “Fechando o Gol”, a comemoração consistiu em uma aula expositiva, também com intuito de levar uma vivência maior para seus alunos, ao treinarem no CT de um time profissional.

Para Viviane Pereira, mãe de um dos (atuais) 400 matriculados da “Fechando o Gol”, o evento foi extremamente benéfico para os alunos: “Poder ver a alegria do meu pequeno em treinar no CT de um time de futebol, com diversos convidados para tirar foto, é algo que não tem preço. Ter essa experiência diferente, e divertida, é algo muito bom para todos os envolvidos, e tenho certeza que eles lembrarão para sempre desse dia”.

domingo, abril 28, 2019

Não basta fechar o gol, tem que fazer muito mais

Matheus De Santi Alves
PUC-Campinas




Roberto Guastali, ou simplesmente Betão:
"A gente vem tendo uma mudança de
comportamento de jogo dentro da Ponte Preta"
Foi-se o tempo em que para ser um bom goleiro “bastava” fechar o gol. Criado para homenagear o grande arqueiro Manga, o dia do goleiro foi comemorado sexta-feira, dia 26. Os tempos mudaram e a posição hoje em dia exige mais desses atletas: agora tem de trabalhar com os pés, criar jogadas e, quando possível, fazer gols.

Ivan Quaresma, goleiro titular e destaque da Ponte Preta com apenas 21 anos, destaca a importância de trabalhar esse fundamento: “há um bom tempo o goleiro é introduzido nesse meio, de sair jogando com os pés, fazer uma boa saída de bola, uma reposição rápida. Aqui mesmo na Ponte Preta, a gente sempre faz trabalho com os pés, treina saída de bola e eu acho muito importante isso, porque com uma boa saída de bola, fazendo a bola chegar com qualidade lá na frente, temos uma grande chance de fazer o gol”, disse.

Quaresma ainda destacou a importância do estudo e treinamento no futebol, para estar pronto, por exemplo, para defender um pênalti. Só nesta temporada, o goleiro da Macaca já defendeu quatro penalidades. “Eu procuro olhar alguns vídeos, mas tem de considerar o momento, há algumas técnicas... cada goleiro tem sua maneira. Eu procuro esperar o máximo, e definir na hora da batida”, completou.

Apesar de a prioridade ainda estar no saber defender, os números provam que o jogo com os pés precisa ser treinado e incorporado ao esquema de jogo da equipe. “A gente não pode perder o grau de importância: a defesa é muito válida ainda, mas não podemos ir contra os números. O goleiro usa os pés em 55% das ações, o que é um número muito grande, mais do que a metade. Então, a construção tem que se iniciar ali. A gente vem tendo uma mudança de comportamento de jogo dentro da Ponte Preta. Hoje o goleiro é inserido no trabalho. Quando ele domina uma bola, há as opções, e são treinadas essas opções. Então, inserir o goleiro no trabalho é muito importante para que a situação funcione bem”, explica Roberto Guastali, ou simplesmente Betão, preparador de goleiros da Ponte Preta.

Os diferentes estilos de jogo praticados por cada equipe têm uma influência na participação do goleiro com a bola nos pés durante a partida. Uma equipe que trabalha com posse de bola necessitará mais da participação do goleiro na criação de jogo, enquanto uma equipe que joga reativamente, apostando no contra-ataque, precisará menos dessa participação. É o que mostram as estatísticas do site Footstats de equipes como Santos, e Fluminense, que apostaram na posse de bola como estilo de jogo, no último Campeonato Paulista e Carioca, respectivamente.

O goleiro Vanderlei, do Santos, teve uma média de 21 passes trocados por partida, e Rodolfo, do Fluminense, 28. Números considerados altos, comparados aos número de Cássio, por exemplo, goleiro campeão paulista pelo Corinthians, equipe que jogou de maneira reativa. A média de passes trocados pelo goleiro corintiano na competição foi de 8 por jogo. A maior utilização do goleiro como peça de criação promove uma maior variedade de opções táticas para uma equipe propor jogo.